sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Sophia Breyner, a poeta do mar e do sol

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto, em 6 de Novembro de 1919, no seio de uma família aristocrática. E uma poetisa portuguesa que narra em suas obras um pouco sobre a velha portugal. Sophia tem um ar inovador na poesia, um canto, um ato performático.
conheça duas de suas poesias:
Catilina
Eu sou o solitário e nunca minto.Rasguei toda a vaidade tira a tiraE caminho sem medo e sem mentiraÀ luz crepuscular do meu instinto.
De tudo desligado, livre sintoCada coisa vibrar como uma lira,Eu - coisa sem nome em que respiraToda a inquietação dum deus extinto.
Sou a seta lançada em pleno espaçoE tenho de cumprir o meu impulso,Sou aquele que venho e logo passo.
E o coração batendo no meu pulsoDespedaçou a forma do meu braçoPr'além do nó de angústia mais convulso.
Eu sou o solitário e nunca minto.Rasguei toda a vaidade tira a tiraE caminho sem medo e sem mentiraÀ luz crepuscular do meu instinto.
De tudo desligado, livre sintoCada coisa vibrar como uma lira,Eu - coisa sem nome em que respiraToda a inquietação dum deus extinto.
Sou a seta lançada em pleno espaçoE tenho de cumprir o meu impulso,Sou aquele que venho e logo passo.
E o coração batendo no meu pulsoDespedaçou a forma do meu braçoPr'além do nó de angústia mais convulso.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Cora Coralina

Quem imaginaria que uma mulher do interior de Goías , doceira, escreveria com tanto explendo tanto quanto Celia Meireles ou Sophia Breyer.
Pois é Cora Coralina. nasce em20 de agosto de 1889, e tem seu primeiro livro "Poemas dos Becos de Goiás e outras histórias mais" publicado em 1965.
Conheça uma de suas poesias...
Eu Voltarei
Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho,servidor do próximo,honesto e simples, de pensamentos limpos.
Seremos padeiros e teremos padarias. Muitos filhos à nossa volta. Cada nascer de um filhoserá marcado com o plantio de uma árvore simbólica.A árvore de Paulo, a árvore de Manoel, a árvore de Ruth, a árvorede Roseta.
Seremos alegres e estaremos sempre a cantar. Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas,teremos uma fazenda e um Horto Florestal.Plantaremos o mogno, o jacarandá,o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.Plantarei árvores para as gerações futuras.
Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros. Terão moinhos e serrarias e panificadoras.Deixarei no mundo uma vasta descendência de homense mulheres, ligados profundamente ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.
E eu morrerei tranqüilamente dentro de um campo de trigo ou milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.Eu voltarei... A pedra do meu túmuloserá enfeitada de espigas de trigoe cereais quebradosminha oferta póstuma às formigas que têm suas casinhas subterrae aos pássaros cantoresque têm seus ninhos nas altas e floridasfrondes.
Eu voltarei...
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Mulheres na poesia
Essa semana ouvi uma celebre frase de um senhor conversando com outro, e ele dizia "Desde que o mundo e mundo a coisas que somente homens podem fazer e outras que somente as mulheres podem fazer. Isso é pura besteira. Para quebrar essas fronteiras surgem grandes mulheres que transformam em ruínas essas barreira machista.
Uma delas e Frida Khalo, grande personalidade Mexicana, feminista e feminina.
Uma delas e Frida Khalo, grande personalidade Mexicana, feminista e feminina.
Olá
Oi, pessoal!
Esse é um espaço para que todos possam escrever e ler algumas poesias que encantam os olhos e os ouvidos....
Esse é um espaço para que todos possam escrever e ler algumas poesias que encantam os olhos e os ouvidos....
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